Robótica - Motor de Passo
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Motor de Passo

Introdução

Onde encontrar um Motor de Passo

Tipos de Motor de Passo

Controle Lógico de um Motor de Passo

Controle Eletrônico de um Motor de Passo

INTRODUÇÃO

    A crescente popularidade dos motores de passo se deve à total adaptação desses dispositivos à lógica digital. Vários periféricos de computadores os usam em inúmeras aplicações, como mesas gráficas, unidades de disco, plotters e etc. Não só na Informática, mas também na Robótica esses motores estão sendo cada vez mais usados, em sistemas de movimentação de braços mecânicos e etc. Com o auxílio desses  motores, pode-se criar interfaces entre o cérebro (CPU) e o movimento mecânico, constituindo, em suma, a chave para a Robótica.
    Os motores comuns, giram em velocidade constante, pois possuem apenas dois estágios de operação, ou seja, parados ou girando; enquanto os motores de passo deslocam-se por impulsos ou passos discretos e exibem três estágios: parados, ativados com rotor travado (bobinas energizadas) ou girando em etapas. Este movimento pode ser brusco ou suave, dependendo da freqüência e amplitude dos passos em relação a inércia em que ele se encontre.
    Pertencendo à uma categoria separada, diferente dos motores comuns, os motores de passo têm aplicações específicas, ou seja, em rotações de eixos em um ou vários passos, dependendo de sinais fornecidos pelos circuitos digitais de comando. Podem ser usados em circuitos abertos, ou seja, sem qualquer realimentação de controle normalmente proporcionada por potenciômetros, codificadores, geradores tacométricos e assim por diante, evitando com isso, os problemas encontrados nesses sistemas, como instabilidade e ultrapassagem (overshoot), podendo substituir os servomotores CC convencionais.
    No que se refere ao funcionamento, os motores de passo podem ser comparados aos síncronos, ou seja, um campo rotativo (nesse caso gerados pela eletrônica de controle) faz girar um rotor magnético. Tais motores foram subdivididos de acordo com a forma em que é gerado o campo rotativo (enrolamento unipolar ou bipolar no estator) e com o material empregado na confecção do rotor. Os mais usados são os unipolares, geralmente com quatro bobinas. Neles, cada fase consiste de um enrolamento com derivação central, ou mesmo de dois enrolamentos separados, de forma que o campo magnético possa ser invertido sem a necessidade de se inverter o sentido da corrente.
    Os motores bipolares, como possuem muitas bobinas na mesma carcaça e por isso essas têm fios mais finos ou menor número de espiras, desenvolvem momentos inferiores aso dos bipolares, porém possuem uma resolução maior, isso é, maior número de passos por volta completa. A máxima freqüência de rotação é limitada pelo rotor magnetizado, que induz uma tensão no estator. Desse modo, motores com velocidades relativamente elevadas usam, normalmente, rotores de ferro doce, unipolares e com menos pólos que o estator. Os enrolamentos são ligados em seqüência, às vezes em grupos.
    A escolha de um motor de passo recai, em primeiro lugar, sobre os requisitos mecânicos; as características elétricas, por sua vez, determinam o projeto da eletrônica de controle. Parâmetros de grande importância, a taxa de arranque é a máxima aceleração permitida de operação, intimamente relacionada com o momento de inércia do rotor. Na prática, deve-se Ter em mente que o momento de inércia aumenta com a inércia das partes girantes acopladas ao motor, reduzindo, portanto, a taxa de arranque.
    Os motores de passo unipolares são controlados facilmente através de um transistor apenas por enrolamento, enquanto nos bipolares são necessários quatro transistores em ponte. É possível, nesse segundo, utilizar-se apenas dois transistores por enrolamento, desde que a fonte seja simétrica, o que complicaria um pouco o circuito. Mas, em ambos os casos, uma lógica de controle é exigida para que o motor possa girar corretamente.
    Caso você pretenda controlar o motor de passo por computador, os estágios excitadores poderão ser acoplados diretamente a um dos conectores de saída, deixando para o software a tarefa de estabelecer os movimentos do motor, ou seja, sentido de rotação (horário / anti-horário), em passos inteiros ou meio passos e a variação dos tempos entre os passos, que definirá a precisa regulação da velocidade. Pela contagem do número de passos, será possível seguir continuamente a posição do objeto acionado pelo motor.
    Uma outra opção para se comandar esses motores é através de circuitos lógicos discretos que comandarão os transistores de saída e esses as bobinas do motor. Existem, no mercado europeu e americano,  alguns CIs específicos para o comando de motores de passo, tais como o SAA 1027, o par L297 / L298, o TL 376 e a série ULN 2002 ....2005, e mais alguns.
    O uso de motores de passo exige o respeito a algumas regras básicas. É preciso levar em conta o caráter indutivo do estator, cuja corrente, ao ser chaveada, gera uma tensão indutiva que chega a ser elevada o bastante para destruir a eletrônica de controle. Isso pode ser evitado com a utilização de diodos de proteção, nos enrolamentos unipolares, e varistores ou diodos zener ligados em anti-série, no caso dos bipolares. As correias dentadas de transmissão são mais indicadas que as engrenagens, devido ao fenômeno da ultrapassagem provocado pelo baixo amortecimento desses motores, que poderiam quebrar ou desgastar rapidamente os dentes. Mas o melhor mesmo é, sempre que possível, utilizar a transmissão direta. Por fim, caso você queira posicionar algo com muita precisão, por meio de motores de passo, deve tentar fazer com que o número de passos, entre o ponto de referência e a posição desejada, seja proporcional (segundo um número inteiro) à quantidade de estatores do motor.

Alexandre Costa


ONDE ENCONTAR?

Motores de Passo geralmente podem ser encontrados em equipamentos eletro mecânicos. Boas fontes de motores de passo são as seguintes:

  • Impressoras

Antigas impressoras matricias, impressoras à jato de tinta e até impressoras lasers são ótimas fontes de motores de passo. Geralmente possuem 2 motores de bom tamanho e potência. Se você encontrar alguma impressora sem uso para vender, não hesite. Compre!

  • Antigos drivers de disquete

Os drivers de disquete de 5¼" muitos antigos (de baixa capacidade) possuem bons motores de passo. Os drivers mais novos também possuem motores de passo mas só que já incorporado na placa do circuito, fica meio difícil separá-los e geralmente os motores ocupam bsatante espaço. O ideal são os drivers muito antigos.

  • Lojas

Apesar de ser ainda difícil de se encontrar a venda no Brasil, os motores de passo estão ganhando cada vez mais lugar nas lojas, principalmente em lojas de aeromodelismo. Numa boa loja de eletrônica também esta ficando comum encontrar-los.